Agora tenho um domínio próprio!

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Oi Pessoal!

Esse post é para comunicar que agora o Vanine Tips tem um domínio próprio! Isso mesmo, agora, vocês podem acessar as dicas de cultura através do site:

www.vaninetips.com.br

O site está bem legal, com novo layout.  E em breve novos conteúdos com muitas dicas interessantes vão estar disponíveis! Nos encontramos lá!

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Sou gotas de chuva

262317_2023 obtida em http://www.sxc.hu

Hoje deu vontade de tomar café e pensar na vida. Deu vontade de sentir o gostinho que o tempo tem quando está chovendo, o dia está cinza e a janela de vidro é o palco perfeito para a dança das gotas d’água.

Deu vontade de sonhar, afundar-me em suspiros de imaginação repleto de salas com portas destrancadas quase em uma súplica para serem exploradas.

Deu vontade de percorrer mundos inteiramente novos, mágicos, construídos com ideias mirabolantes, onde todos somos o melhor que podemos e escolhemos ser. Continuar lendo

A rotina do plágio

Texto postado originalmente no blog Sociedade Movimento em julho de 2012.

SOCIEDADE MOVIMENTO

Sim, estamos na era da informação. A facilidade e a velocidade com que temos acesso a ela é mesmo impressionante. A internet revelou-se uma incrível ferramenta para a aquisição de conhecimento, mais abrangente do que qualquer biblioteca. O Google está aí, para nos dar todas as respostas sobre “a vida, o universo e tudo mais” – questão tão procurada pelo escritor Douglas Adams (2009) em sua busca incessante pela questão fundamental no livro “Guia do Mochileiro das Galáxias.

E sim, a banalização da informação tornou-se ao mesmo tempo uma das características mais evidente desta nossa era. Atingimos um momento crítico onde o plágio é rotineiro e a autenticidade do conteúdo é muitas vezes duvidosa. Na internet encontramos “textos cópias” que circulam livremente pela rede com um autor falsário,  textos criados com a autoria alterada por nomes de escritores famosos para promover a divulgação, textos e imagens sem fontes reproduzidos indiscriminadamente em…

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O iminente desaparecimento do Clube Alagoinhas

Texto postado originalmente no blog Sociedade Movimento em maio de 2012.

SOCIEDADE MOVIMENTO

Pensando em um texto para o blog Sociedade Movimento, um trecho de uma música não me saia da cabeça. Ecoava em mim o refrão da música “Cidades” de Nação Zumbi: “A cidade não pára, a cidade só cresce”.

Embalada pela canção reinvidicadora comecei a pensar nas forças propulsoras do crescimento da cidade, nos atores envolvidos neste processo e nos efeitos espaciais provocados por suas ações.

Inevitavelmente, não pude deixar de refletir sobre o lugar do patrimônio cultural em meio ao movimento ininterrupto de evolução e mudança inerente à própria condição de ser cidade.  Como proteger os bens patrimoniais –  sejam eles ambientais, artísticos, paisagísticos ou históricos – neste contexto?

Trazendo esta discussão para Maceió, vários exemplos saltam aos olhos. Me deterei a apenas um deles: o iminente desaparecimento do Clube Alagoinhas.

O Alagoas Iate Clube, mais conhecido pela população como Alagoinhas, é de autoria da arquiteta Zélia Maia Nobre, em…

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Da Pedra Espero

Texto postado originalmente no blog Sociedade Movimento em junho de 2012.

SOCIEDADE MOVIMENTO

Debaixo do azul quente a queimar, espero verde
Ao ver as árvores amarelas de luz, espero terra
E das construções marrons do tempo, espero sombra
Das andanças de suor e belezas, espero altura
Da história na pedra marcada, espero descobertas de presente
E do sertão margeado por águas, espero vento, movimento, contrastes de conhecimento.

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Canion do São Francisco, Angiquinho, Delmiro Gouveia, Alagoas. Foto: acervo pessoal

Em visita à Usina Angiquinho, da Chesf em Delmiro Gouveia, tive a oportunidade de conhecer uma das mais belas paisagens de Alagoas. Nos canions do São Francisco vi a união entre a impressionante formação natural e a intervenção do homem, união de monumentalidades. Antes da visita, os integrantes do grupo precisaram externar as suas expectativas com relação ao lugar que estavam prestes a conhecer. Para mim, a forma encontrada foi através da poesia acima transcrita.

A experiência revelou-se, claro, muito mais surpreendente, mas o exercício…

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1984 e sua vida vigiada

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Olá pessoal,

Este post inaugura a sessão de resenhas literárias do blog. Nesta sessão, pretendo apresentar livros de gêneros e estilos diversos com os quais tenho dividido muitas horas agradáveis de meus dias. Espero que este espaço proporcione debates interessantes sobre Literatura e fiquem à vontade para opinar e sugerir obras para discutirmos aqui no blog!

O primeiro livro que trago para discussão é um clássico da literatura do século XX, o livro intitulado 1984, escrito por George Orwell (famoso pseudônimo de Eric Arthur Blair) no ano de 1948. Sim! Há uma teoria de que o autor escolheu o futuro no ano de 1984, invertendo os números do ano em que escreveu o livro. O livro que  li foi uma edição especial, lançada exatamente no ano de 1984. Ao folhear as primeiras páginas, fiquei imaginado o que os leitores da época pensaram ao ler sobre o futuro alternativo proposto para aquela data, não muito distante do nosso presente, como veremos.

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Nesta obra, o autor apresenta um futuro distópico que ocorre provavelmente no ano de 1984 – digo provavelmente porque nada pode ser afirmado com certeza na sociedade criada por Orwell – no qual, após uma catastrófica  guerra atômica, uma nova ordem mundial é instalada dividindo todas as regiões do planeta em três grandes superpotências intercontinentais: a Oceania,  a Eurásia e a Lestásia. Estes três grandes estados constituem vértices de um triângulo em conflito constante, onde a Oceania encontra-se no topo e as outras duas potências alternam-se na posição de aliada e de inimiga, dependendo dos interesses da classe detentora do poder, ou seja, do Partido.

A história se passa em Londres, parte da “Oceania” que é governada por um sistema totalitário de opressão e controle extremo dos indivíduos.  O Partido é o grande dominador da sociedade, personificado na figura do “Grande Irmão” (Big  Brother), a quem todos devem obediência e amor incondicional.  Os cidadãos, dividem-se em membros do Partido Interno, uma pequena elite com algumas regalias, e do Partido Externo, uma espécie de burguesia que trabalha dos Ministérios. Estes vivem em uma rotina rígida de afazeres e são incessantemente vigiados onde quer que estejam. Em todos os ambientes, no trabalho, em suas moradias ou nos espaços públicos estão instalados equipamentos chamados teletelas, um tipo de televisão que emite comunicados e propagandas do Partido ao mesmo tempo em que transmite a filmagem em tempo real do lugar em que se situam. Não existe a noção de privacidade. Com suas intimidades devassadas, as pessoas são proibidas de pensar ou agir em desconformidade com os ideais do Grande Irmão. Não há individualidade ou qualquer espécie de luxo, todos, homens e mulheres, se vestem da mesma maneira e tem os alimentos e bebidas racionados. Qualquer espécie de prazer ou sentimento é inibido entre os cidadãos.  Todas as emoções são canalizadas em forma de ódio contra os estados inimigos e de devoção ao Partido. A família não mais existe como a instituição que conhecemos. As crianças são, desde cedo, educadas a denunciar qualquer pessoa, inclusive os próprios pais, caso estes ferissem a moral ou os ideais do IngSoc (Socialismo Inglês), a ideologia do Governo.

O IngSoc criou uma logística de funcionamento que excluía qualquer forma de realidade contrária a sua, e literalmente reescrevia a história e modificava o passado, de maneira que os fatos estivessem sempre a favor do sistema. Através do trabalho do Ministério da Verdade, todos os registros podiam ser apagados e refeitos e os acontecimentos modificados,  a fim de manter a coerência e a unidade do Partido. Datas eram adulteradas, monumentos tinham seus nomes transformados, pessoas tinham suas vidas exterminadas da história. Desta maneira todos eram condicionados a acreditar que a única verdade possível era a àquela que apregoava a dominação e soberania do Partido.

Esta era a função do protagonista do livro. Winston Smith trabalhava no Ministério da Verdade alterando dados históricos em prol da credibilidade  do Sistema. Ele nos apresenta conceitos importantes para a manutenção desta ordem social. O primeiro deles é a Novilíngua, o novo idioma que fora desenvolvido com a menor quantidade de palavras possível, a fim de evitar o pensamento, a argumentação e a elaboração de ideias pelas pessoas. A cada edição do dicionário, a nova língua inglesa eliminava o uso de sinônimos, pois partia do princípios de que não havia necessidade de mais de uma palavra para um mesmo significado. Acabou também por extinguir o uso de antônimos, utilizando do segundo conceito fundamental do livro, o Duplipensar. Uma única palavra deveria conter significados opostos, contemplando ideias contraditórias que se excluem mutuamente. A partir deste conceito, controlava-se a realidade, que era reconstruída e sobreposta à memória. O duplipensar era, nas palavras de Winston, “ter consciência  de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas”. Deste modo, era impossível defender uma verdade diferente da verdade imposta pelo Partido, uma vez que este, de maneira totalitária era o grande guardião da Democracia. Os três lemas do Partido eram: “Guerra é Paz; Liberdade é escravidão; Ignorância é Força”.

A grande massa, conhecida como os proles, vivia totalmente alheia ao sistema. Banido da sociedade, em condição de pobreza extrema nos subúrbios o proletariado era a força produtiva alienada, que consumia as mídias produzidas pelo próprio Partido, em formas de músicas ordinárias e novelas banais, que tinham o objetivo de torná-los cada vez mais estúpidos. O povo “idiotizado” e em plena ignorância, esquecia de sua força contra o sistema, fortalecendo-o cada vez mais, e, poupando, inclusive os esforços de vigia e sentinela sobre si.

Winston encontra-se em um dilema pessoal ao perceber-se tendo emoções e pensamentos contrários aos ideais do Partido.  Não consegue assimilar as regras estabelecidas sem questioná-las e imagina que no passado a sociedade teria sido diferente, com maior liberdade de ações e pensamentos. Tenta evitar demonstrar qualquer reação de insatisfação, mas insiste acreditar em uma “Fraternidade” que está  organizando uma revolução para boicotar o sistema e banir o Partido. Tem um grande interesse nos Proles, crendo que estes um dia irão se rebelar

Amedrontado em seu isolamento com pensamentos transgressores, Winston acaba se apaixonando por Julia, também membro do Partido Externo, que se intitula uma rebelde, mas que tem como causa, apenas o prazer de burlar as regras do partido, com pequenas infrações, sem almejar qualquer mudança de ordem social. Fortalecido com a juventude e o aparente destemor de Julia, Winston divide com ela suas ideias de revolução e busca desesperadamente juntar-se àqueles que iriam um dia conduzir a Revolução.

1984 é um importante romance político que nos leva, acima de tudo, a refletir sobre nossa própria condição social.  Influenciado pelos sistemas totalitários insurgentes na época, Orwell foi capaz de antever as perversidades existentes no sistema econômico e social em que nos encontramos. As guerras que justificam a manutenção da paz de determinadas nações, a formas de superexposição de nossas vidas através das novas tecnologias, a vulgarização da cultura e a exploração das massas pelos meios de comunicação, a alienação da coletividade que se encontra cada vez mais “emburrecida”, em função de um sistema educacional precário fornecido pelo governo, são exemplos gritantes da subjugação da sociedade a um sistema invisível que nos controla e nos conduz independentemente de nossa vontade.

A distopia apresentada parece estar mais perto de nós do que imaginamos. Sem nos darmos conta, passivamente, acabamos sendo levados por uma enxurrada de ideologias e não é preciso estar sob um domínio totalitarista para isso acontecer. Trata-se de um verdadeiro alerta, um “chacoalhar” do espírito humano, um ultimato para nunca abrirmos mão da nossa liberdade de pensar.

Acredito que todos deveriam ler este livro. Para quem se interessou e quer saber um pouco mais sobre a obra, indico um programa do Nerdcast bem interessante e enriquecedor (e, claro, bem divertido de ouvir) sobre 1984. Segue o link: http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-229-duplipensamentos-sobre-1984/

E aí? Interessado em ler 1984? Já leu e tem alguma opinião para compartilhar? Deixe seus comentários e até o próximo post!